Lagartixa do Mato Ibérica

Psammodromus hispanicus


Identificação

O corpo da lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) pode atingir um comprimento de 9 cm e a cauda atinge normalmente mais do dobro do comprimento do corpo, excepto quando regenerada. Estes animais são aplanados e têm membros pentadáctilos. As escamas dorsais são geralmente imbricadas, pontiagudas e com uma carena central (saliência longitudinal).

Dorsal e lateralmente apresentam tons pardos ou esverdeados, com duas linhas dorso-laterais nítidas de cor amarelada ou branca. O ventre é esbranquiçado. Por trás da inserção dos membros existem geralmente manchas azuladas. Na região posterior do corpo e começo da cauda, as tonalidades são mais avermelhadas. A coloração dos juvenis é semelhante, embora as linhas dorso-laterais possam não ser tão nítidas.

Os machos têm cabeças mais altas e são mais robustos. Além disso, durante o período de reprodução apresentam a garganta e a parte lateral da cabeça pigmentadas de laranja ou vermelho. As linhas dorso-laterais são mais nítidas e marcadas nas fêmeas; nalguns machos com mais idade chegam mesmo a desaparecer.

Distribuição

Esta espécie ocupa o sul da Europa ocidental e o norte de África. Está presente em todo o país e em quase toda a Península Ibérica. É a lagartixa mais abundante da metade sul da Península Ibérica, não sendo por isso considerada ameaçada.

Ecologia

Embora esteja adaptada a uma grande variedade de habitats, esta espécie é mais comum nos matos e bosques mediterrânicos, onde ocupa preferencialmente os substratos de manta morta, em locais com alguma cobertura arbustiva. Pode também trepar a arbustos e árvores. Encontra-se desde o nível do mar até aos 2600 m (Serra Nevada).

Alimentação

É essencialmente insectívora. A dieta é muito variada, embora tenha preferência por presas terrestres, como escaravelhos, gafanhotos, aranhas, formigas e pseudo-escorpiões. Esporadicamente também consome elementos vegetais (sementes e frutos) e pequenas lagartixas, que poderão ou não ser da própria espécie.

Reprodução

A época de reprodução começa na Primavera e estende-se até à primeira metade do Verão. O desenvolvimento dos ovos no interior das fêmeas pode durar entre 14 e 26 dias. O período de postura estende-se normalmente de Maio a Julho e pode incluir 2 ou 3 posturas diferentes. Estas são constituídas por 2 a 11 ovos, que medem cerca de 13 mm de comprimento. A eclosão dá-se entre Agosto e Outubro, após um período de incubação que dura 2 a 3 meses. A lagartixa-do-mato atinge a maturidade sexual durante o primeiro ou segundo ano de vida, dependendo das populações. Em liberdade pode viver até aos 7 anos.


Factores de Ameaça

De acordo com o relatório publicado naquela revista científica, os anfíbios e os répteis ocupam frequentemente habitats similares e são igualmente vulneráveis à degradação do meio. No entanto, os répteis têm uma área vital maior, requerendo mais espaço e, portanto, encontrando-se mais susceptíveis à fragmentação do habitat. O uso humano insustentável de certas espécies também ocupa um lugar de destaque nas dificuldades a que sujeitam estas populações. Por outro lado, enfrentam também maiores dificuldades na cadeia alimentar, visto que em diversos sistemas ocupam lugares de topo nessas cadeias.

Os répteis são uma componente fundamental de todos os ecossistemas das regiões temperadas e tropicais do mundo, e dado que ocupam frequentemente posições de topo nas cadeias tróficas, são muitas vezes bons indicadores ambientais. O seu declínio ou desaparecimento de diversas áreas, é um sinal muito preocupante de deteriorização ambiental.

in " http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=6135&iLingua=1
Comentários
"Muito bonito, aliaz o parque de campismo mais bonito onde estive até hoje. Apesar de estar frio e não poder desfrutar de uns mergulhos no rio vou voltar de certeza."
Rui Carmo
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