Covão da Ponte

Rota Covão da Ponte - Folgosinho

A rota para o Folgosinho é feita em caminhos de terra. Durante este caminho avistamos casas isoladas, onde os seus habitantes vivem do pastoreio e da agricultura. Bem no alto, engastada na granítica e majestosa Serra da Estrela, vemos um Castelo de puro quartzo branco-rosado. É uma imagem preciosa e rara. Já à entrada da Freguesia de Folgosinho não pode deixar de admirar o património natural, como as florestas e o Rio Mondego, que nos preparam para o que iremos encontrar em seguida. A calçada rumana, as ruas inclinadas, as casas e monumentos fazem-nos iniciar uma viagem ao passado em cada passo dado! As várias fontes com ditados populares, a igreja, o Pelourinho, casa do Viriato, são monumentos a visitar.


O Castelo

Jóia preciosa e rara, talvez única, de puro quartzo branco-rosado, engastada na granítica e majestosa Serra da Estrela, o Castelo domina, altaneiro, o Vale do Mondego, um horizonte imenso, inúmeras e graciosas povoações e junto dele se aconchegaram os primeiros habitantes desta antiquíssima vila serrana a que chamaram Folgosinho.


O Pelourinho

Símbolo da autonomia e liberdades concelhias, outorgadas pelos Forais dos nossos primeiros Reis, O Pelourinho eleva-se, na Praça, frente às “Casas da Câmara”, tantas vezes citadas nas actas da mesma Câmara, onde a comunidade se reunia e assistia às assembleias, aos julgamentos e respectivas sentenças dos juizes.

Continua nos dias de hoje, a ser o “traço de união entre o presente e o passado”, um documento vivo da história e da cultura do povo de Folgosinho. Como outrora, é ali que se reúne o povo que quer arrematar as águas para regar, as madeiras da Junta, é ali que se decidem e esclarecem todos os assuntos dos baldios, da povoação, da Serra, dos caminhos e de interesse geral.

No século dezanove, a onda devastadora do liberalismo e de paixões incontroláveis dos povos mal informados ou ressentidos com o que os pelourinhos presenciaram ou com regalias perdidas, muitos foram destruídos ou mutilados. O de Folgosinho também não escapou a este vendaval que varreu Portugal de lés-alés, e teria sido destruído, em 1864, não ficando pedra sobre pedra. O novo Pelourinho foi reconstruído em 1937, à imagem e semelhança do primitivo, segundo referências dos “arquitectos” que o conceberam e do engenhoso artífice que o executou. O monumento que hoje admiramos, é constituído por três degraus em quadrado, de rebordo boleado, sobre os quais assenta uma robusta coluna de quatro faces lisas e rectangulares, com esquinas levemente chanfradas, a partir quase do fundo até ao capitel.


A Forca

Em que consistia este instrumento de justiça? Dois esteios de pedra, ao alto, cravados na rocha, com uma ou mais traves, por cima, donde suspendias os condenados, por meio de cordas. Em geral situavam-se fora das povoações, a cerca de 200 ou 400 m de distância, num lugar alto, à vista do povo que ali se deslocava. A maior parte foram destruídas.

Da forca ou forcas de Folgosinho resta apenas o lugar, para sempre baptizado “Cerro das Forcas”, como toda a gente lhe chama, a uns 200 metros do Outeiro, junto do caminho que segue para a Calçada de Galhardos.


Fontes

Espalhadas pela Vila e conhecidas pelos seus painéis de azulejos, encontram-se onze fontes de água pura e límpida. Algumas possuem quadras ou simples versos de raiz popular.

São iguarias da região a Chanfana, o Cabrito Assado, e diversos pratos de porco, cabrito e borrego. Todos estes pratos, geralmente consumidos em casas particulares, podem ser apreciados pelos turistas e forasteiros nos Restaurantes da Freguesia.

Longe do stress da cidade e dos ruídos que a povoam, Folgosinho é o sitio ideal para quem procura fugir um pouco à rotina e entrar em contacto com a natureza. A sua localização privilegiada permite um rápido acesso a Covilhã e mesmo ao topo da Serra, onde além de neve e produtos regionais pode agora contar também com uma pista para a prática de desportos de Inverno. As casas disponíveis, além de totalmente remodeladas, preservam todos os traços originais, desde a sua construção em pedra, até às tradicionais lareiras. Aqui cada casa tem uma história...


in " http://www.folgosinho.com/;

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