Pinheiro Silvestre

Pinus sylvestris


Identificação

Árvore conífera da família das Pináceas, de tamanho moderado variando a sua altura entre os 15 e os 30 m. Quando jovem apresenta uma forma cónica, modificando-se um pouco com a idade. Prefere solos bem drenados e arenosos embora também tolere solos secos. Prefere locais com boas condições de luminosidade.
A copa é aberta e dispersa. As folhas em forma de agulha, estão agrupadas duas a duas e têm um comprimento de 4,5 a 9 cm. As pinhas ou são solitárias ou encontram-se em grupos de 2-3, com pedúnculo curto, geralmente ovóide. As sementes são negras, prolongadas numa asa.

Reproduzem-se por sementes. A polinização iocorre no início do Verão e é seguida pela fertilização nos 12 meses seguintes. As sementes amadurecem e os cones de Setembro a Outubro, ocorrendo a dispersão das sementes de Dezembro a Março. Para os cones abrirem e libertarem as sementes, requerem, alternadamente, um tempo húmido e seco.

É uma árvore que apresenta grande longevidade, podendo atingir os 20-400 anos e mesmo mais (na Suécia foram encontradas árvores com perto de 1.000 anos).

Localização

É considerado o pinheiro mais largamente distribuído em todo o mundo. Aparece, naturalmente, na Escandinávia, Escócia, Norte da Europa e da Ásia.

Exploração Económica

A taxa de crescimento desta árvore é muito baixa, não ultrapassando os 4 kg/árvore/ano. Tal dever-se-á a uma regulação estomática muito precoce, mais virada para uma abundante produção de frutos do que para o desenvolvimento das estruturas vegetativas. A madeira é clara, mole, de densidade média (0,5 a 0,8) e de fraca qualidade. É aproveitada para carpintaria embora o seu, usualmente tortuoso, fuste não permita utilizações mais nobres e de maior valor acrescentado. Caixas, potes, pisa-papeis, mobiliário simples, são algumas das possíveis utilizações para carpintaria.


O Pinheiro Silvestre apresenta algumas potencialidades para a produção de resina. Embora a sua produção tenha, em geral, sido abandonada, era considerada a pinácea mais produtiva. A sua produção era de aproximadamente 1 a 4 kg por árvore em França. A sua essência de terebentina era também muito apreciada pela elevada concentração de taninos o que lhe conferia boas características para a curtimenta dos couros.

Pelo facto de se desenvolver em terrenos tão degradados melhor que a maioria das outras espécies arbóreas, torna-se particularmente importante na estabilização de encostas muito degradadas e soalheiras. Deste modo, é-lhe muitas vezes atribuído o importante papel de espécie pioneira, sendo a primeira colonizadora destas áreas degradadas e dando os primeiros passos no processo de formação de um solo que possa comportar já outras árvores mais exigentes como as quercíneas.

É também utilizado como ornamental, sobretudo em encostas calcárias.

in " http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1895&iLingua=1
Comentários
"O Covão da Ponte é sem dúvida um daqueles sítios mágicos que nos leva a sentir alguma responsabilidade no momento de o mostrarmos a outras pessoas. A ligação que o espaço estabelece connosco é tal que tudo ali nos faz bem... "
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